Jim Caviezel (A Paixão de Cristo) chegou a pedir à produção de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, a criação de um plano de evacuação para deixar o Brasil durante as filmagens do longa. Segundo informações reveladas pelo jornal O Globo, o pedido aconteceu após declarações do então presidente norte-americano Donald Trump sobre uma possível invasão da Venezuela.
De acordo com integrantes da equipe, Caviezel ficou alarmado quando Trump recomendou que cidadãos norte-americanos deixassem a Venezuela “imediatamente” diante da escalada de tensão internacional. O ator teria interpretado o cenário como uma ameaça próxima ao Brasil e exigido da produção um esquema de retirada emergencial “por terra, ar e mar”.
Ainda segundo os relatos, o planejamento chegou a ser desenvolvido pela equipe do filme. Um profissional ouvido pela reportagem brincou que o astro “achou que a Venezuela era aqui perto”. O episódio aumentou ainda mais o clima de tensão nos bastidores da produção, que já operava sob forte aparato de segurança.
A produtora Go Up Entertainment confirmou que a equipe de segurança do ator optou por antecipar seu retorno aos Estados Unidos após manifestações públicas de Trump sobre a situação na América Latina. Em nota, a empresa afirmou que respeitou integralmente as decisões da segurança privada do astro e que ajustes no cronograma foram necessários.
Segundo o relato publicado por O Globo, o diretor Cyrus Nowrasteh conseguiu convencer Caviezel a permanecer no Brasil inicialmente. Ainda assim, o ator deixou o país dias antes do encerramento das gravações, obrigando a produção a concluir algumas cenas com dublês.
Além do temor relacionado ao cenário internacional, o set de Dark Horse já era cercado por preocupações envolvendo segurança e polarização política. Caviezel contava com escolta de seguranças brasileiros e norte-americanos e evitava contato frequente com a equipe técnica durante as filmagens.
Do que se trata a história de Dark Horse?
Filmado inteiramente em inglês, o projeto foi conduzido sob forte sigilo. Jim Caviezel passou cerca de três meses no Brasil para as gravações e retornou ao exterior após concluir sua participação. A produção e o roteiro são assinados por Mario Frias, ator e deputado federal por São Paulo, que também ocupou o cargo de secretário da Cultura no governo Jair Bolsonaro entre 2020 e 2022. A direção é do cineasta norte-americano Cyrus Nowrasteh.
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