A opinião de Emily Armstrong sobre ‘Hybrid Theory’, do Linkin Park

Escrito em 16/03/2026
Guilherme Gonçalves (@guiiilherme_agb)

Cantora revela como 'One Step Closer' e os vocais de Chester Bennington definiram sua forma de também se manifestar pela música

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Emily Armstrong, do Linkin Park, durante show em São Paulo, 2025 (Foto: Gustavo Diakov @xchicanox)

Antes de assumir o posto de vocalista do Linkin Park, Emily Armstrong já era uma fã fervorosa da banda. Em entrevista recente, a cantora relembrou o impacto avassalador que o álbum de estreia do grupo, Hybrid Theory (2000), teve em sua adolescência e como ele moldou sua identidade artística.

Emily tinha cerca de 12 anos quando o disco foi lançado e se descreve como uma “mosher pré-adolescente” na época. O primeiro contato com o som da banda foi uma revelação, conforme ela declarou a Zach Sang em 2024 (via Metal Hammer).

De acordo com Emily, a faixa “One Step Closer” foi o ponto de virada definitivo. Para a então jovem garota, foi um divisor de águas. Ela explica:

“A ‘One Step Closer’ era tudo (para mim). Aquele grito – ou melhor, aquele grito com a letra ‘Cala a boca quando eu estiver falando com você!’. Foi tipo, ‘Meu Deus. Encontrei meu lema, minha angústia’. Eu tinha uns 12 anos e pensei, ‘É isso. É exatamente isso aí’.”

Emily Armstrong, cantora do Linkin Park, durante show em São Paulo (Foto: Gustavo Diakov @xchicanox)
Emily Armstrong, cantora do Linkin Park, durante show em São Paulo (Foto: Gustavo Diakov @xchicanox)

Emily acrescenta:

“E aí, claro, eu fiquei obcecada por aquele álbum. Eu estava começando uma banda na época e pensei, ‘É isso que eu quero fazer. É assim que eu quero cantar.’ Se ele conseguia cantar e gritar, eu pensava: ‘Que legal!’ Só mais tarde percebi que muita gente consegue fazer isso!”

Linkin Park e Hybrid Theory

Lançado em 24 de outubro de 2000 pela Warner Bros., Hybrid Theory é um dos álbuns de estreia mais bem-sucedidos da história da música.

Produzido por Don Gilmore, o disco se tornou um grande expoente do nu metal, fundindo elementos de rock alternativo, hip hop e música eletrônica. O título do álbum refere-se ao nome original da banda e à proposta de “teoria híbrida” entre diferentes estilos.

Além de “One Step Closer”, o disco conta com clássicos como “In the End”, “Crawling” e “Papercut”. Ele foi o mais vendido de 2001 e recebeu certificação de Diamante pela RIAA em 2005. Estima-se que tenha vendido mais de 32 milhões de cópias ao redor do mundo.

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