Guitarrista cita baladas clássicas da banda para explicar como o gosto de Axl Rose passou a comprometer a união entre os integrantes
O post As 3 músicas que racharam a formação clássica do Guns N’ Roses, segundo Slash apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.
A separação da formação clássica do Guns N’ Roses não aconteceu da noite para o dia. De acordo com o guitarrista Slash, em entrevista antiga, um tipo específico de composição foi minando a relação entre os integrantes da banda no decorrer da década de 1990. Axl Rose se isolava em prol dessas canções, enquanto os demais não as viam com tanta empolgação.
Sendo ainda mais enfático, Slash considera que o processo de distanciamento criativo e pessoal da banda pode ser resumido a partir de três músicas específicas, todas elas baladas: “November Rain”, “Estranged” e “Don’t Cry”. Curiosamente, o trio aparece nos repertórios de shows mesmo após os retornos de Slash e do baixista Duff McKagan.
Em entrevista do ano 2000 à Rock Hard Magazine e agora resgatada pela Far Out, o guitarrista indica que o excesso de canções épicas e orquestradas, idealizadas por Axl, começou a sufocar a identidade do grupo. Ele comenta:
“Você consegue imaginar o quão cansados ficamos, de repente tendo que tocar sets de baladas com músicas como ‘Estranged’, ‘November Rain’ ou ‘Don’t Cry’? Duff foi o primeiro de nós que não queria mais fazer isso e tudo se tornou um problema essencial para a banda. Em certo ponto, virou uma guerra, porque Axl não gostava mais de nada que viesse de nós, os outros”.
Slash conta que os gostos dentro da banda eram variados, mas que Axl tinha a tendência de ser o único mais afeito a músicas estruturadas com base no piano. O guitarrista cita a diversidade sonora dos integrantes:
“Izzy (Stradlin, guitarrista), por exemplo, curtia Rolling Stones e Mott The Hoople, enquanto Duff era totalmente fã de punk rock. Steven (Adler, baterista), por outro lado, adorava Kiss e boas músicas pop. O lema dele era: ‘quando seus pés batem no ritmo e suas mãos batem palmas, está tudo bem’. Eu, por outro lado, sou influenciado principalmente por boogie-rock e riffs bem pesados. E, por último, mas não menos importante, havia Axl com suas músicas de piano, gospel e muito Rose Tattoo, AC/DC e Nazareth. Dessas bandas ele também extraiu a raiva em seus vocais.”
O guitarrista citou ainda que não era um músico de experimentar tanto. É algo que dá para confirmar com seus trabalhos posteriores à saída do Guns, em 1996, a partir de projetos como Slash’s Snakepit e sua carreira solo.
“Posso fazer o que quiser, só preciso estar em sintonia com os membros da minha banda. Gostaria de fingir que experimento bastante, mas provavelmente minha música sempre soaria igual sem a contribuição dos meus companheiros. Observo atentamente o que os outros estão fazendo para continuar crescendo e amadurecendo como músico.”
Com Slash e Duff McKagan de volta há uma década, o Guns N’ Roses realiza 9 shows no Brasil em 2026. Confira datas e locais:
01/04: Porto Alegre (Jockey Club)
04/04: São Paulo (Monsters of Rock, Allianz Parque)
07/04: São José do Rio Preto (Centro Regional de Eventos)
09/04: Campo Grande (Autódromo Orlando Moura)
12/04: Cariacica (Estádio Estadual Kleber José de Andrade)
15/04: Salvador (Arena Fonte Nova)
18/04: Fortaleza (Arena Castelão)
21/04: São Luís (Castelão)
25/04: Belém (Mangueirão)
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