Hank Lin transforma ansiedade e autossabotagem em brutalidade catártica no debut do Avidious

Escrito em 05/03/2026
Redação

No álbum Death Knows My Name, o multi-instrumentista converte batalhas internas em metal extremo, equilibrando agressividade, vulnerabilidade e ambição sonora

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Em um cenário onde o peso muitas vezes vira fórmula, Chia-Hung “Hank” Lin escolheu transformar brutalidade em confissão. À frente do Avidious, o multi-instrumentista assina praticamente tudo em Death Knows My Name: bateria, guitarras, baixo e teclados. O resultado é um álbum de estreia que soa menos como cartão de visitas e mais como um documento de saúde mental traduzido em metal extremo contemporâneo.

Produzido, mixado e masterizado por Adair Daufembach, o disco encontra um equilíbrio raro entre impacto físico e densidade narrativa. Antes mesmo de entrar em estúdio, Hank tinha clareza sobre o que buscava: “Eu queria que fosse pesado, mas também emocional”, afirmou. A conexão com o produtor foi imediata. “Expliquei a minha visão para o álbum… nós nos conectamos imediatamente.” O resultado é um trabalho que combina agressividade cirúrgica com ambiência melancólica, ou seja, cordas e elementos orquestrais ampliam a dramaticidade, enquanto synths acrescentam tensão e textura.

Mas o verdadeiro motor de Death Knows My Name não está apenas na estética sonora, mas também na vivência. Hank descreve o álbum como um retrato dos últimos anos de sua vida, não a partir de um evento isolado, mas de um acúmulo emocional. “Não foi um momento específico, mas uma experiência que vivi ao longo do tempo”, explica. “A vida é feita de decisões. E todos nós já tomamos decisões ruins… Quando esses erros acontecem, às vezes parece que todas as esperanças se foram.”

Essa sensação de estagnação e dúvida se tornou combustível criativo. “Viver no passado é o maior inimigo de seguir em frente”, afirma. “A experiência da dúvida e da ansiedade realmente me impulsionou a escrever este álbum.” O disco, assim, se estrutura como uma batalha interna, em que agressividade e vulnerabilidade dividem o mesmo espaço. “São duas perspectivas entrando em conflito, é uma batalha interna.” Para ele, a própria dinâmica musical traduz essa tensão: “Combinar agressividade, espaços melódicos para respirar e elementos melancólicos permite que o ouvinte vivencie essa batalha interior.”

As colaborações expandem a narrativa do álbum sem diluir sua essência. Isaac Jones assume os vocais e, nas palavras de Hank, “é a voz do álbum”. Ele destaca a dualidade do cantor: “Seus vocais extremos são agressivos e intensos, enquanto seus vocais limpos demonstram um alcance e controle impressionantes. Com essa dinâmica, ele transmitiu plenamente a mensagem por trás das letras.”

Nos solos de guitarra, Gabriel Franzese e Houston Davis, que também são companheiros de banda de Hank no Dead Marble e no Against The Sun, contribuem com precisão técnica e maestria melódica estratégica. “Eu realmente aprecio a maneira como eles tocam e as notas que escolhem”, comenta Hank. “Os solos se encaixam perfeitamente nas músicas e transmitem fortemente a energia”, acrescenta. Com a adição do baixista Ehsaan Jain após a conclusão do álbum, Avidious estava finalmente completo e pronto para apresentações ao vivo.

As referências ajudam a mapear o território sonoro: a ferocidade moderna evocada por Lorna Shore, Currents e Thy Art Is Murder se cruza com o groove e as arestas que remetem a Lamb of God, Trivium, Arch Enemy, In Flames e Orbit Culture

O reconhecimento de Dirk Verbeuren, baterista do Megadeth e mentor do músico, reforça essa percepção de maturidade artística. E, apesar do peso esmagador, a intenção de Hank nunca foi apenas técnica. “Eu sempre quero usar minha música para expressar meus sentimentos e, espero, que ela ressoe com pessoas que também estejam passando pelas mesmas emoções e dificuldades, ajudando-as a seguir em frente.”

No fim, Death Knows My Name não busca soar brutal, mas sim honesto. E nessa colisão entre intensidade e fragilidade, Hank Lin transforma conflito interno em uma narrativa que ecoa nos amplificadores e permanecem reverberando por dentro.

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