Hillary Clinton, Meghan Markle e Lena Dunham prestam homenagens a Gloria Steinem: ‘Sua voz mudou o país’

Escrito em 03/09/2026
Cheyenne Roundtree

A morte da feminista pioneira, aos 92 anos, foi anunciada nas redes sociais nesta quinta, 3; veja tributos

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Gloria Steinem em 1978

Após a morte da ativista norte-americana e pioneira do movimento feminista mundial Gloria Steinem, homenagens foram prestadas por Hillary Clinton, Jill Biden, Meghan Markle, Lena Dunham e muitas outras, que aclamaram a autora como “uma desbravadora destemida”, “uma das ativistas mais importantes de todos os tempos” e uma voz que mudou o país.

A morte de Steinem foi anunciada na manhã desta quinta, 3. Um representante disse que a autora, de 92 anos, faleceu pacificamente na quarta, 2, em sua casa em Nova York, cercada por seus entes queridos.

“Os quase cem anos de vida de Gloria foram bem vividos, e ela continuou lutando pela igualdade até o fim”, afirmou um comunicado. “O maior dom de Gloria era sua capacidade de ouvir os outros, de fazê-los se sentirem vistos e ouvidos. Suas palavras, ações e exemplo deram às pessoas permissão para serem elas mesmas. Gloria viveu fiel ao seu espírito independente, sempre com curiosidade e um grande senso de humor.”

Uma onda de homenagens se seguiu rapidamente. Clinton, que viu Steinem apoiar sua campanha presidencial de 2016, disse à CBS News que estava “com o coração partido” com a notícia. Em uma declaração publicada no Instagram, Clinton destacou as décadas de trabalho de Steinem na luta pelos direitos das mulheres, escrevendo que a ativista “se tornou uma das arquitetas de toda a estrutura da igualdade feminina”.

“Ela não ia ser astronauta, mas tornou possível que Sally Ride se tornasse uma. Ela não ia jogar esportes universitários, mas apoiou as mulheres no Congresso que aprovaram o Title IX”, continuou Clinton, referindo-se à lei federal de direitos civis que proíbe a discriminação com base no sexo em qualquer atividade.

“E ela não estava na Suprema Corte quando o caso Roe versus Wade foi decidido, mas sua voz e seu ativismo estiveram por trás desse avanço para os direitos das mulheres”, concluiu, referindo-se ao caso que garantiu o direito constitucional ao aborto nos Estados Unidos.

A ex-primeira-dama Jill Biden observou que Steinem “entendia que a igualdade das mulheres começa com a liberdade de tomar decisões sobre nossos próprios corpos, saúde e futuro. Durante décadas, ela lutou para tornar essa liberdade uma realidade para gerações de mulheres e meninas.”

Meghan Markle, a Duquesa de Sussex, publicou fotos com Steinem, comentando que juntas as duas “ligaram para jovens eleitores para incentivá-los a fazerem suas vozes serem ouvidas… e fizeram um brainstorming sobre como ajudar este mundo belo, porém complexo, a se tornar mais equitativo”.

Markle também mencionou a amizade pessoal entre elas, compartilhando que Steinem passou o Dia de Ação de Graças com sua família e a aconselhou “em momentos difíceis… com uma xícara de chá e uma irreverência e sagacidade incomparáveis”.

A escritora e atriz Lena Dunham (Girls) também mencionou a generosidade de Steinem com seu apoio à próxima geração de mulheres e ativistas. “Você não era generosa apenas com sua força vital, sua visão ou seu intelecto: você era generosa com seu tempo, seu riso e até mesmo com suas joias (como aquela vez em que admirei seu anel de prata em formato de vulva e você o tirou da sua mão e colocou na minha)”, compartilhou a criadora de Girls no Instagram.

“Você trabalhou tanto por nós. Você se dedicou tanto. E sua memória continuará a trabalhar incansavelmente para nos lembrar do que é possível quando estamos, como dizia a pulseira que você me deu uma vez, ‘unidos, não hierarquizados’”, acrescentou Duham, publicando uma série de fotos das duas juntas ao longo dos anos.


A aclamada autora Roxane Gay (Hunger) chamou Steinem de “única”. “Ela viveu uma vida extraordinária e sua morte é uma perda imensa, atenuada apenas pela força do seu legado”, acrescentou Gay.

A jornalista Katie Couric também escreveu nas redes sociais: “Por mais de cinco décadas, Gloria lutou incansavelmente pela igualdade das mulheres e pela liberdade reprodutiva, desafiou a desigualdade de gênero e ajudou a transformar o movimento feminista. Como jornalista e ativista, ela trouxe as experiências das mulheres para o centro das atenções e inspirou gerações de mulheres a encontrar e usar suas próprias vozes… Sou muito grata por tê-la conhecido e por ter me beneficiado de sua sabedoria, intelecto e perspicácia.”

Steinem tornou-se o rosto do movimento de libertação feminina nas décadas de 1960 e 1970, defendendo o direito ao aborto e a igualdade de gênero no ambiente de trabalho. “Eu nunca quis ser política ou uma pessoa eleita, então adorei trabalhar para outras mulheres que o fizeram — e espero que mais garotas façam o mesmo”, disse Steinem à Teen Vogue em 2011. “O problema é a sensação de que estamos separadas da política, de que nosso voto não conta ou o que fazemos não importa; na verdade, tudo o que fazemos importa.”

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