Ator baiano de 20 anos conta como foi selecionado sem saber que era para Bad Bunny, guardou segredo da família por meses e viu vídeo ser projetado para milhares no Allianz Parque
O post Álvaro Emílio sobre participar do vídeo de abertura dos shows de Bad Bunny: ‘De onde eu venho, se alguém disser que quer trabalhar com ele, é considerado louco’ apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.
Vinte de fevereiro. Allianz Parque. As luzes se apagam e, antes de Bad Bunny entrar no palco, um vídeo começa a ser projetado nos telões gigantes. Uma “casita” modesta, um casal jovem, crianças: a essência pura do Brasil. Álvaro Emílio, ator baiano de 20 anos, vê o próprio rosto amplificado para mais de 50 mil pessoas. Ao mesmo tempo, sua família descobre, ao vivo e pelas redes sociais, que ele estava ali.
“Eles só descobriram minha participação no dia do show, quando a abertura começou a aparecer em todos os lugares”, conta Álvaro à Rolling Stone Brasil. Ele havia avisado apenas que estava fazendo “parte de um projeto internacional” e que logo eles veriam. Guardou segredo por meses. E funcionou.
O convite chegou envolto em mistério. Um produtor em São Paulo procurou Álvaro com pouquíssimas informações: seria um projeto para um artista latino e era preciso falar espanhol. Só isso. Ele entrou na seleção sem saber para quem era, fez vários testes cantando músicas em espanhol, como “Ragatanga“, e passou por algumas etapas. No dia 27 de dezembro, o mesmo do último teste, recebeu a confirmação da produção de Porto Rico: estava aprovado. Foi só então que descobriu que faria a abertura oficial dos shows de Bad Bunny no Brasil.
“Foi uma experiência muito importante para a minha carreira. Fazer parte da abertura de uma turnê internacional desse porte representa um grande aprendizado e uma conexão direta com o mercado global do entretenimento”, explica.
O processo durou dois meses e meio. A gravação em si levou um dia, mas houve preparação com preparadora de elenco, reuniões com produtoras e diretores do Brasil e de Porto Rico, ensaios e provas de roupa. Tudo em segredo. A família, no interior da Bahia, não sabia. Os amigos surtaram quando descobriram e começaram a postar antes mesmo de Álvaro poder divulgar.
“Eles acharam um absurdo eu conseguir guardar segredo por meses sobre algo tão grande e não ter pensado em falar em nenhum momento”, ele ri. Mas era necessário. Fazia parte do acordo. E Álvaro levou a sério.
A gravação aconteceu em São Paulo, numa “casita” localizada em um condomínio afastado da cidade, cheio de pequenas casas que criavam a atmosfera perfeita. A direção era clara: representar o brasileiro.
“Captar a pura essência do Brasil, as roupas, os sotaques, as gírias, a diversidade, a pureza das crianças, e atribuir tudo isso aos fãs do Benito e a toda a preocupação que temos com a história e a carreira dele.”
O vídeo mostrava a preocupação de que ele não viesse mais ao Brasil e, por isso, o “invocavam”. No dia da gravação, Álvaro e o elenco tiveram uma reunião virtual com Bad Bunny e a produção de Porto Rico. Houve elogios ao espanhol, à cultura e ao trabalho como atores. Ainda assim, não conseguiram encontrá-lo pessoalmente no Brasil fora do show.
Mas ele não fez sozinho. Álvaro dividiu o protagonismo com outra atriz, Lili. Eles se conheceram no primeiro teste presencial e a conexão foi instantânea. “Fizemos o teste perfeito logo de primeira”.
Foram aprovados no mesmo dia em que se conheceram, mas a amizade de verdade começou nos ensaios, quando passaram a se encontrar várias vezes por semana com a produção.
“Dividir essa experiência com ela foi mágico. Ela trouxe calma, pureza e leveza a todos os nossos encontros, ao set e, inclusive, no momento do show. A Lili foi a melhor parte desse projeto, porque vai ser uma amizade que vamos levar para o resto da vida.”
Quando o vídeo foi projetado no Allianz Parque, Álvaro já sabia da proporção. Ele tinha visto outros shows da turnê e conhecia o tamanho do palco. Mas, quando aconteceu de verdade, não conseguiu se conter.
“Foi muito lindo. Comecei a mostrar para todo mundo que estava comigo na hora, me emocionei muito e, ao mesmo tempo, recebi dezenas de mensagens de pessoas me reconhecendo no show. Fez tudo parecer ainda mais um sonho”.
Ele vem do interior da Bahia, de um lugar onde, segundo ele, “se alguém fala sobre um dia querer trabalhar com um artista como o Bad Bunny, é considerado louco”. Alcançar esse nível, sendo este o primeiro projeto com uma produção internacional, é, nas palavras dele, “indescritível”.
“Construir algo sólido, ainda mais com o cinema e o audiovisual no Brasil tão em alta, com toda a relevância que nós, latinos, estamos tendo e conquistando cada vez mais espaço em escala mundial”. Do interior da Bahia ao Allianz Parque. De ator independente ao vídeo de abertura de Bad Bunny. É só o começo. Mas que começo.
Rolling Stone Brasil — edição de colecionador Bad Bunny
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