Ícone do rock progressivo dá seu testemunho sobre motivos que o levaram a não ter grande apreço pelo estilo de bandas como Sex Pistols e Ramones
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A relação entre fãs ou músicos de rock progressivo com o punk não costuma ser das melhores — e Ian Anderson está aí para provar. O líder do Jethro Tull é um crítico ferrenho do estilo que se popularizou na Inglaterra e nos Estados Unidos a partir da segunda metade dos anos 1970.
Ao comentar sobre o que lhe desagrada no punk, Ian Anderson citou aspectos que ficaram mais explícitos na cena inglesa, sobretudo em torno do Sex Pistols. Curiosamente, ele foi menos duro com um precursor americano do estilo, o MC5, e pareceu isentá-lo de seu “veredito”.
Em declaração destacada pelo site IMDb, Anderson argumenta:
“Olhando para o panorama geral, o punk foi um período de glória extravagante, fashion, exagerada, teatral, abertamente lucrativa e em busca de atenção, gerado por Malcolm McLaren. O punk estava realmente no auge na época do MC5, em 1969. Eles foram mais importantes do que qualquer coisa que surgisse no Reino Unido em 1976. O punk deveria ser sobre honestidade corajosa. A maior parte era de jovens impostores fingindo estar com raiva porque era a coisa certa a se fazer.”
Já em relação aos Ramones, Ian Anderson admite que até pode ter algum material da banda em casa, mas é provável que seja uma compilação, já que dificilmente ele se daria ao trabalho de ouvir um álbum inteiro do grupo de Nova York (via Far Out).
Anderson explica:
“Falo como alguém cujas compras recentes incluem uma espécie de melhores e mais populares coletâneas do Stranglers, dos Ramones. Porque eu vou nessa, sabe, eu não vou comprar todos os malditos discos deles porque as chances são de que oito em cada dez músicas sejam uma porcaria.”
Ian Anderson e o punk
Certa vez, o flautista do Jethro Tull também ironizou ao The Telegraph (via site Igor Miranda) a postura “messiânica” de algumas bandas punk que tentaram enterrar o rock progressivo. Segundo ele, sem sucesso:
“Os punks se viam como a vacina tríplice que livraria o mundo para sempre do horrível vírus do prog rock. Infelizmente para eles, assim como no mundo real, o vírus tende a contra-atacar de forma modificada e fortalecida.”
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