Um dos cantores mais famosos da história foi recusado pela diretoria do selo, vítima do caos organizacional dos primórdios da Apple Records
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Ao fim da década de 1960, os Beatles decidiram iniciar seu selo próprio, Apple Records. A empreitada chegou a revelar alguns nomes conhecidos até hoje, como James Taylor e Badfinger. Entretanto, quando um David Bowie antes da fama bateu na porta da gravadora em 1968, ele foi recusado.
Bowie havia lançado seu álbum de estreia, homônimo, em 1967, mas vendas ruins o fizeram ser largado pela Decca Records — curiosamente, o selo que dispensou os Beatles antes de eles assinarem com a Parlophone. Na busca por um novo lar, o empresário Kenneth Pitt entrou em contato com a Apple na busca de um contrato.
Entretanto, não parecia tão simples assim. Só eram contratados artistas cuja qualidade se mostrava reconhecida por todos os quatro Beatles, sem falar na quantidade de demos enviadas ao quartel general do selo naquela época. Isso não impediu Pitt de criticar duramente a Apple em seu livro de memórias.
O empresário escreveu no livro David Bowie, a Pitt Report:
“Não fosse a vontade de David de gravar para a Apple, eu não teria tolerado a organização deplorável, amadorismo total e falta de educação que fomos sujeitos por três meses, o tempo necessário para nos darem uma decisão. Eu não sei se os Beatles sequer sabiam que David havia sido recusado pela própria gravadora deles, mas a experiência o humilhou.”
Apesar de conseguir um hit com “Space Oddity” em virtude do pouso na lua em 1969, o cantor conhecido como “camaleão do rock” demorou para encontrar o sucesso de verdade. Este só veio nos anos 1970, com o álbum The Rise and Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars (1972). Nessa época, Bowie já havia rompido com Pitt e assinado com o empresário Tony DeFries.
David Bowie e a colaboração com um dos Beatles
Em janeiro de 1975, David Bowie teve a oportunidade de colaborar com um dos homens que o preteriu seis anos antes. Ele e John Lennon entraram no Electric Lady Studios, na cidade de Nova York, e gravaram duas músicas: um cover de “Across the Universe”, lançada originalmente pelos Beatles em 1969, e uma composição original.
Essa faixa nova foi escrita em conjunto pela dupla. A letra destilava todas as desilusões dos dois com a indústria do entretenimento. “Fame”, lançada no álbum Young Americans (1975), se tornou um dos maiores hits da carreira de Bowie. Curiosamente, o cantor revelou anos depois ao biógrafo Nicholas Pegg que não gostava da canção por refletir um período conturbado de sua vida.
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