Aos 70 anos, lenda do rock conta como trocou uma droga por outra para sobreviver ao vício
O post Billy Idol revela método inusitado para abandonar a heroína: ‘Comecei a fumar crack’ apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.
Billy Idol revelou uma estratégia nada convencional para tentar se livrar do vício em heroína nos anos 1980. Em uma participação no podcast Club Random with Bill Maher, o ícone do rock, hoje com 70 anos, contou que começou a fumar crack para largar a heroína e, segundo ele, a tática funcionou.
“Quando você está tentando sair da heroína, para onde você vai? Você vai para outra coisa. Eu comecei a fumar crack para sair da heroína”. Ao ser questionado se aquilo era verdade, Idol confirmou, rindo: “Funcionou. Funcionou”.
A confissão faz parte de um momento de reflexão pública sobre décadas de excessos que quase custaram a vida do astro de “White Wedding”. O novo documentário Billy Idol Should Be Dead (2025) acompanha a trajetória do músico britânico que se mudou para os Estados Unidos em 1981, após deixar a banda Generation X. Conforme a popularidade crescia, o consumo de drogas escalava na mesma proporção. Em entrevista ao New York Times, Idol resumiu a relação destrutiva com o sucesso: “Eu tinha tudo e coloquei fogo com butano”.
O ponto mais crítico veio em 1984, quando Idol retornou à Inglaterra para celebrar o sucesso do segundo álbum, Rebel Yell (1983). Durante uma festa com amigos, ele sofreu uma overdose de heroína quase fatal. “Eu estava voltando em triunfo e quase arruinei tudo”, recordou no documentário. Amigos o colocaram em uma banheira com água gelada e o fizeram andar no telhado do prédio para mantê-lo acordado. “Eu estava basicamente morrendo. Estava ficando azul”, contou.
A vida desregrada não se limitava às drogas. Idol sempre foi obcecado por motocicletas e pilotava em velocidades perigosas, flertando constantemente com a morte. Em 1990, um grave acidente quase lhe custou a perna e o fez recusar um papel na sequência de O Exterminador do Futuro (1991), porque não conseguiria correr como o roteiro exigia.
A paternidade e o acidente de moto se tornaram pontos de virada. Idol teve dois filhos no fim dos anos 1980, Willem, hoje com 37 anos, e Bonnie, 36, e começou a repensar as próprias escolhas. “Havia uma voz me dizendo que você não pode fazer isso para sempre”, admitiu.
Aos poucos, conseguiu estabelecer alguma disciplina e se afastar da versão dependente que foi nos anos 1980. Hoje, Idol se define como “sóbrio à moda da Califórnia”, termo usado para descrever pessoas que evitam álcool e drogas pesadas, mas ocasionalmente consomem maconha. Ele contou a Maher que às vezes toma “pílulas de maconha”, mas não cheira cocaína há 20 anos.
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