Ex-baixista do Megadeth revela o que gostou e o que não gostou no último álbum da banda

Escrito em 04/02/2026
Kadu Soares (@soareskaa)

Ex-baixista do Megadeth analisa disco autointitulado da banda e elege Teemu Mantysaari como "estrela brilhante" do grupo

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Megadeth, David Ellefson,

Ex-baixista do Megadeth, David Ellefson ofereceu sua análise — tanto positiva quanto negativa — sobre Megadeth (2026), álbum final autointitulado da banda lançado em janeiro. Ellefson revisou disco que alcançou topo das paradas em novo episódio do The David Ellefson Show, destacando performances individuais e escolhas de produção que chamaram sua atenção. O músico, que serviu dois longos períodos no Megadeth e tocou em álbuns mais conhecidos da banda, não poupou elogios nem críticas ao analisar trabalho final do grupo liderado por Dave Mustaine.

Ellefson teve muitas coisas positivas a dizer sobre formação que Mustaine reuniu para registro final da banda. Ele destacou single pré-lançamento “Let There Be Shred” e elogiou performance do novo guitarrista Teemu Mantysaari ao longo de todo álbum. “Olha, Teemu é obviamente grande guitarrista. Ele é fantástico. É grande músico. Para mim, ele é meio que a história do Megadeth agora. Ele é a estrela brilhante do grupo”, declarou Ellefson.

O ex-baixista também elogiou performance do baterista Dirk Verbeuren, embora desejasse que execução de Verbeuren tivesse sido capturada de forma diferente. “Eu gostaria que não usassem tanto Pro Tools no Dirk Verbeuren porque o cara sabe tocar. Sempre dissemos que ele é o mais próximo de Gar Samuelson desde Gar Samuelson“, acrescentou Ellefson, referindo-se ao baterista que tocou nos dois primeiros álbuns Megadeth: Killing Is My Business… and Business Is Good! (1985) e Peace Sells… but Who’s Buying? (1986). “É tipo, tirem o cara da grade do Pro Tools. Parem de quantizá-lo e deixem ele respirar um pouco”.

Ellefson também elogiou habilidades de Mustaine como letrista e citou momento destacado em Megadeth que lembrou lenda do rock clássico. “Dave escreve uma letra que você escuta. Sempre digo que quando você está mixando… quando cantor entra, tudo mais tem que meio que recuar porque as pessoas querem ouvir o cantor. Quero dizer, é isso que as mulheres escutam quando ouvem uma música. Tipo, escutar o cantor, certo?”, explicou baixista. Comentário reflete filosofia de produção que prioriza clareza vocal e narrativa lírica.

O músico então voltou foco para “The Last Note”, faixa de encerramento contemplativa de Megadeth. “Eu realmente gosto da letra, e ouvi entrevista do Dave com Jose Mangin e ele falou sobre coisa do Bob Seger, porque foi exatamente o que pensei. Pensei, isso meio que me lembra de ‘Turn the Page’. Eu gostei. Não gostei tanto da música. Estava esperando por música melhor, mas gostei da letra. E essa é muito uma letra do Dave“, finalizou Ellefson.

Sobre o álbum

Megadeth, o álbum, posiciona-se talvez na segunda prateleira de discos do Megadeth. Apesar de boas canções isoladas, não tem a força de Endgame (2009) e Dystopia (2016), para ficar em exemplos mais recentes de alto nível de qualidade. Mas talvez isso não importe. O simples sentimento de estar ouvindo músicas inéditas de Dave Mustaine e companhia pela última vez ajuda a engrandecer a audição, mesmo nos momentos mais morosos na segunda metade do tracklist.

O grande mérito do o trabalho final do grupo está em homenagear diferentes momentos de sua obra sem soar como pastiche de si próprio. O Megadeth mudou bastante ao longo de sua trajetória e várias de suas facetas são representadas aqui. Se não é um clássico instantâneo, ao menos faz justiça a uma banda e a um músico que, sim, começaram um estilo musical, começaram uma revolução, mudaram o mundo da guitarra e a forma como ela é tocada, e mudaram o mundo.

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