Cantor afirma que ficou "extremamente chateado" com cobrança de taxa de rolha, admite ter arremessado uma cadeira ao chão e diz ser "negro e gordo" e repudiar qualquer tipo de preconceito
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Ed Motta prestou depoimento nesta terça, 12, na 15ª Delegacia de Polícia (Gávea), no Rio de Janeiro, sobre a confusão no restaurante Grado, no Jardim Botânico, ocorrida no dia 2 de maio. O cantor chegou às 10h14 e ficou no local até 12h20, acompanhado por advogados. Na saída, não quis falar com a imprensa. Em seu depoimento, Ed Motta negou ter cometido qualquer agressão ou proferido ofensas xenofóbicas contra funcionários do estabelecimento, segundo informações da Folha de São Paulo.
Segundo o depoimento, o cantor foi ao Grado a convite de dois amigos, levando suas esposas e os pais de um deles, e cada integrante do grupo trouxe duas garrafas de vinho. A confusão teve início quando a conta chegou com a taxa de rolha, cobrança feita pelo estabelecimento quando o cliente leva o próprio vinho. Ed Motta afirmou que ficou “chateado e desprestigiado” porque nunca havia sido cobrado antes. Após conversar com o gerente, que explicou que a taxa seria cobrada em função do tamanho da mesa, o cantor admitiu que, “extremamente chateado” e “ainda sob influência de emoção”, pegou uma cadeira e a arremessou ao chão, sem intenção de atingir ninguém.
O músico negou categoricamente ter chamado o barman do restaurante de “paraíba” ou utilizado qualquer outro termo pejorativo contra nordestinos, versão que contrasta com os depoimentos de funcionários do Grado, que descreveram uma série de ofensas xenofóbicas. Em resposta à acusação, Ed Motta ressaltou que é “neto de baiano e bisneto de cearense” e que tem “amplo respeito pelos nordestinos”. Acrescentou ainda que “é negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito”, classificando a acusação como “sem qualquer fundamento.”
Sobre a confusão que se seguiu ao seu saída, o cantor afirmou que já havia deixado o local quando ela ocorreu, e que soube dos acontecimentos apenas na manhã seguinte. Um dos homens que estava em sua companhia, Nicholas Guedes Coppim, aparece em imagens arremessando uma garrafa contra uma pessoa na mesa ao lado e é investigado por lesão corporal. Outro integrante do grupo, Diogo Couto, também está envolvido nas investigações. As defesas dos dois afirmaram que os clientes estão à disposição das autoridades.
A 15ª DP investiga dois crimes distintos no episódio: a lesão corporal contra um frequentador da mesa vizinha, na qual Ed Motta figura como testemunha, e a injúria por preconceito, crime que prevê pena de reclusão de 1 a 3 anos e no qual o cantor é investigado como possível autor. A defesa de Ed Motta negou qualquer agressão por parte dele e afirmou que o artista deixou o restaurante “indignado com o atendimento.” O caso foi registrado após relatos de funcionários e frequentadores do Grado, e imagens do estabelecimento corroboram parte dos depoimentos colhidos pela polícia.
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