A$AP Rocky admite que perseguiu Tim Burton para conseguir arte de ‘Don’t Be Dumb’

Escrito em 24/01/2026
Kadu Soares (@soareskaa)

Rapper revelou no Tonight Show que precisou stalkear cineasta por anos até convencê-lo a ilustrar capa do álbum

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A$AP Rocky e Tim Burton

A$AP Rocky abriu o jogo sobre como conseguiu a colaboração de Tim Burton para a arte de Don’t Be Dumb (2026). Durante participação no The Tonight Show Starring Jimmy Fallon na segunda, 19, o rapper admitiu que precisou perseguir e stalkear o renomado cineasta por anos antes de finalmente convencê-lo a criar a ilustração da capa do álbum lançado recentemente.

“Basicamente tive que persegui-lo por alguns anos”, revelou Rocky ao apresentador. O artista contou que entrou em contato com o diretor oferecendo um encontro casual. “Mandei mensagem tipo: adoraria te encontrar, tocar umas vibes e tal. Então fui até Malibu encontrá-lo quando ele teve uma pausa, e ele curtiu. Toquei o álbum, uma versão inicial, e ele estava gostando”, relembrou.

O rapper então aproveitou o momento para fazer o convite oficial. “Aí eu tipo: será que você poderia fazer a ilustração? Ele estava interessado, mas na sequência ele tinha Wandinha e Beetlejuice 2 e tal. Eu pensei: caramba, isso significa que vai demorar”, explicou Rocky, referindo-se aos compromissos profissionais que atrasaram o projeto conjunto com o cineasta.

Juntos, criaram alter-egos distintos que representam diferentes facetas da personalidade de Rocky: GR1M, Mr. Mayers, Rugahand, Babushka Boi, Dummy e Shirthead. Cada persona foi ilustrada por Burton em seu estilo característico sombrio e gótico, estampando a capa do álbum.

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Sobre o álbum

Don’t Be Dumb é o quarto álbum de estúdio do artista, conta com 17 faixas e quase uma hora de duração. Enquanto seu antecessor se perdia em experimentos desconexos, aqui Rocky mergulha em terrenos diversos com confiança — e talvez o título do projeto anterior coubesse melhor neste. A produção passeia entre trap distópico, punk rock, jazz e música eletrônica, sempre com coesão. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade rara de unir beats incríveis com letras que, na maioria das vezes, dizem algo. No cenário atual, rappers ou têm produção impecável com letras vazias, ou mensagens profundas sobre beats genéricos. Rocky é um dos poucos que entrega ambos simultaneamente — junto de Kendrick e J. Cole, que vem na minha cabeça no momento. E por isso que o álbum é exatamente a essência de Rocky: cinematográfico e irregular, mas sempre autêntico.

O álbum não é perfeito, mas é interessante. Não é o melhor projeto do artista, mas é interessante e divertido. A irregularidade do álbum reflete quem Rocky é: um perfeccionista que prefere destruir e reconstruir mil vezes a entregar mediocridade. Assim como MUSIC (2025) foi para Playboi Carti — volta após hiato, álbuns muito aguardados, vários adiamentos, vazamentos, estética ousada e significativos na carreira —, Don’t Be Dumb representa um marco que justifica a espera. Oito anos transformaram quem ele é. Mas o importante é que ele voltou, e que 2026 está apenas começando.

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