Rapper chamou Ye de "um dos caras mais influentes", mas admitiu discordar de muitas de suas atitudes
O post A$AP Rocky sobre Kanye West: ‘Não concordo com muita coisa, mas às vezes faz sentido’ apareceu primeiro em Rolling Stone Brasil.
A$AP Rocky deixou claro que, embora aprecie a influência de Kanye West, não concorda com tudo que o rapper faz. Durante entrevista com DJ Akademiks, o artista de 37 anos falou sobre os rappers que vieram antes dele e como inspiraram sua geração.
“Eles derrubaram a porta para sermos nós mesmos”, disse Rocky sobre Ye, Pharrell Williams e Jay-Z. “Eles correram para que pudéssemos andar.”
Rocky falou especificamente sobre o impacto Ye: “Ele é um dos caras mais influentes. Não concordo com muita coisa que ele faz, mas ele está em sua própria missão. Às vezes faz sentido, às vezes ele pode ser Ye“, declarou Rocky.
“Mesmo assim, não acho que isso tire o que ele fez e como me influenciou”, finalizou.
A$AP Rocky e Kanye West têm um histórico de colaborações que começou há mais de uma década. Os dois trabalharam juntos em diversos projetos ao longo dos anos, com Rocky contribuindo para álbuns de Ye e vice-versa. A parceria musical ajudou a consolidar Rocky como figura importante no cenário do hip-hop mainstream nos anos 2010.
Uma das colaborações mais notáveis foi em “Jukebox Joints”, do álbum At.Long.Last.ASAP (2015), onde Kanye contribuiu com produção e versos. Os dois também trabalharam juntos em diversas faixas não lançadas, shows e eventos ao longo dos anos, mantendo uma relação profissional respeitosa apesar das diferenças pessoais.
Sobre Don’t Be Dumb (2026)
Don’t Be Dumb é o quarto álbum de estúdio do artista, com 17 faixas e quase uma hora de duração. Enquanto seu antecessor se perdia em experimentos desconexos, aqui Rocky mergulha em terrenos diversos com confiança — e talvez o título do projeto anterior coubesse melhor neste. A produção passeia entre trap distópico, punk rock, jazz e música eletrônica, sempre com coesão. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade rara de unir beats incríveis com letras que, na maioria das vezes, dizem algo. No cenário atual, rappers ou têm produção impecável com letras vazias, ou mensagens profundas sobre beats genéricos. Rocky é um dos poucos que entrega ambos simultaneamente — junto de Kendrick e J. Cole. É por isso que o álbum é exatamente a essência de Rocky: cinematográfico e irregular, mas sempre autêntico.
O álbum não é perfeito, mas é interessante e divertido. A irregularidade reflete quem Rocky é: um perfeccionista que prefere destruir e reconstruir mil vezes a entregar mediocridade. Assim como MUSIC (2025) foi para Playboi Carti — volta após hiato, álbuns muito aguardados, vários adiamentos, vazamentos, estética ousada e significativos na carreira —, Don’t Be Dumb representa um marco que justifica a espera. Oito anos transformaram quem ele é. Mas o importante é que ele voltou, e 2026 está apenas começando.
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